Dam Monteiro

A coragem da mulher tem sido comprovada ao longo dos anos, não somente na Bíblia, como também no dia-a-dia nas igrejas.
Ao analisarmos Gn 3. 13: "Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi".
Ao contrario de Adão, que mesmo tento sido advertido da mesma coisa, ou seja, que não deveria ter comido deste fruto, veja a desculpa que ele da ao Senhor quanto a isso: "Ao que respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me a árvore, e eu comi (Gn 3.12)"
Vejamos a resposta de cada um. Eva reconheceu o seu erro e assumiu plenamente sua culpa ao Senhor, quando reconhece que foi enganada, ao contrário de Adão, que também tendo sido "enganado" coloca a culpa completamente em Eva e em Deus, pois de certa forma o culpa de tê-la dado a ele como companheira.
Não quero entrar em polêmicas neste momento, mas essas coisas parecem perdurar até hoje e são grandes vilões de destruição de lares e "jardins do Éden". Pois enquanto a mulher ainda tem a facilidade de falar de seus sentimentos e muitas vezes reconhecer sua culpa. Vemos os homens, inseridos por sua vez numa cultura machista, colocando a culpa em todos os que vêem pela frente, menos neles mesmos, perdendo assim a chance de aprender com seus próprios erros e passando por "enganadores".
Isso ainda é fruto da queda do Jardim do Éden e por isso Deus tem contado muitas vezes com suas "Evas" em seu Ministério.
Sempre foi muito difícil para a mulher tomar um papel de liderança nas igrejas e isso se dá por vários motivos. Vemos homens com chamados mais fortes em vários costumes e épocas.
Talvez uma das poucas mulheres que tenha recebido este chamado e cumprido em da de igualdade foi a Juíza Débora, que ao ser desafiada por Baraque, prontamente aceitou o convite e foi para a peleja juntamente com ele, e o Senhor entregou Sisera nas de uma mulher (Jz 4.9).
O povo de Israel até hoje tem um costume muito machista e acreditam que as mulheres são frágeis, donas de casa e mães. O ato de Débora demonstra-se fantástico tanto para a cultura quanto principalmente para a época em que vivia.
Mas em Cristo o relacionamento entre homem e mulher foi restaurado, o Mestre utilizou várias mulheres em seu Ministério terreno, inclusive foram a elas que Ele se manifestou depois de sua ressurreição primeiramente e falou para que dessem as boas novas.
"Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. (Mc 16.9)".
A primeira aparição de Jesus foi de uma mulher que antes da sua vinda não tinha valor algum, era descriminada pela sociedade. Que prova de amor, de poder, de cura, de libertação! Jesus deu dignidade, posição e privilégios igualitários a mulher.
O novo Testamento menciona diversas mulheres lideres como: Priscila, Cloe, Lídia, Ninfa – que lideravam a igreja em seus lares. Suzana, Febe, Maria Madalena. Por mais que o sistema patriarcal refletisse a inferiorizarão da mulher, estas mulheres deixaram para cada épocas que viveram seus nomes gravados na historia.
Alguns acreditam que isso seja decorrente da queda do Jardim do Éden, outros que seja mandamento direto de Deus. Tirando o papel de cada um nos lares, que é completamente distinto, estamos falando de Ministérios.
"O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. (JO 3.8)".
Assim, embora todas as culturas tenham estabelecido uma cultura negativa com relação à mulher, Deus nos fala ainda que ambos foram criados para viverem juntos, complementando um ao outro (Gn 2.18,20), por isso foi criada a mulher.
Ela não foi feita para ser cauda, mas sim para andar ao lado, ser complemento, até porque fisiologicamente um tem o que o outro precisa para perpetuar a criação de Deus aqui na Terra, além de visões, pensamentos e percepções que devidamente trabalhados, andando unidos são verdadeiras bênçãos.
Enquanto isso verdadeiros vasos, bênçãos e talentos têm sido enterradas por ai. É preciso coragem, audácia, ousadia para por em pratica aquilo que Deus tem falado ao seu coração. Mas somente a mulher foi dada o oficio de edificar a casa, (Pv 14.1), bem a Deus chamou a sua Casa de "Casa de Oração" (Is 56.7; Mt 21.13; Mc 11.17 e Lc 19.46). Então porque mulher também não pode edificar a casa do Senhor?
Embora os textos I Co 11.3-10; I Co 14.35; I Tm 2.12, muitos teólogos falam que estes textos referiam-se a períodos históricos e culturais da época. Temos em antítese a isso então Paulo que chama Priscila de sua cooperadora (Rm 16.3).
Cada um na vocação em que foi chamado, afinal existem uma variedade de
dons "Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo (I Co 12.4)" e "Assim também vós, já que estais desejosos de dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja. (I Co 14.12)".
E como edificar lembra a função da mulher, necessária se faz alargar a visão dos lideres espirituais e verdade seja dita, depois de todas estas historias, a mulher com sua fidelidade, lealdade, coragem, sensibilidade e principalmente amor ao próximo, tem demonstrado grande importância na igreja.
Bem-aventurada uma igreja, que encontra e valoriza esta mulher valorosa, afinal seu valor excede ao de finas jóias.
E mulheres, não enterrem seus talentos, pois: "Vedes então que é pelas obras que o homem é justificado, e não somente pela fé (...)" E de igual modo não foi à meretriz Raabe também justificada pelas obras, quando acolheu os espias, e os fez sair por outro caminho? (Tg 24, 25)".
E por mais que pense ser fraca ou pequenina, lembre-se: "A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fra
